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DJI Dock 2 recebe certificação da ANAC para operações remotas BVLOS

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Créditos: Hanfone Tec

DJI Dock 2 Recebe Certificação da ANAC para Operações Remotas BVLOS

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) do Brasil concedeu oficialmente Autorização de Projeto (Design Authorization) ao DJI Dock 2 e à série DJI Matrice 3D, marcando um marco importante para as operações autonomizadas e em larga escala no país. Essa autorização regulamentar permite que o sistema seja utilizado em operações BVLOS (acima da linha de visada visual do operador remoto — Beyond Visual Line of Sight) em território brasileiro, criando uma base sólida para voos remotos e automatizados com conformidade técnica e regulatória.

O que essa certificação significa

A Certificação de Projeto concedida pela ANAC não é um documento experimental ou de demonstração — ela representa a validação formal do design e da arquitetura de segurança do sistema DJI Dock 2 e das aeronaves Matrice 3D, indicando que todos os requisitos essenciais para operações BVLOS foram atendidos em nível nacional. Isso inclui a revisão de aspectos como segurança do sistema, redundância de hardware, lógica de software e o quadro operacional completo, o que garante que o sistema seja considerado seguro e adequado para uso profissional regular.

Como resultado dessa autorização, operadores de drones agora podem pensar menos em “como provar que podem voar legalmente” e mais em “como implantar essas operações de forma eficiente e sustentável”, reduzindo significativamente a complexidade e o tempo necessários para iniciar voos automatizados de longo alcance.

Benefícios operacionais para empresas

Antes dessa aprovação, obter autorização BVLOS era muitas vezes um processo lento e oneroso, exigindo que cada operador passasse por uma série de revisões técnicas e administrativas com a autoridade reguladora. Com a certificação de projeto já concedida, as empresas agora não precisam mais refazer essas avaliações de design para cada implantação, tornando o processo repetível e mais previsível.

Essa mudança é particularmente relevante para setores que dependem de operações automatizadas e de longo alcance, como:

  • Inspeções de infraestrutura e telecomunicações,

  • Monitoramento ambiental e mapeamento geoespacial,

  • Segurança pública e resposta a emergências,

  • Aplicações industriais em mineração, energia e agricultura.

O que ainda é necessário para voos BVLOS

Embora a Autorização de Projeto simplifique parte do processo, a autorização de design não substitui as exigências operacionais — ou seja, cada operação BVLOS ainda precisa cumprir etapas adicionais antes de voar:

  1. Certificado de Aeronavegabilidade Especial para RPA (CAER): Cada unidade individual do Matrice 3D deve obter esse certificado especial para provar que aquela aeronave específica está em conformidade com o design autorizado pela ANAC.

  2. Instalação de equipamentos exigidos: Por exemplo, é necessário instalar luzes anticolisão aprovadas pela ANAC no Matrice 3D e apresentar a comprovação da instalação para obter o CAER.

  3. Autorizações e aprovações legais: O operador deve obter registros legais, seguros e autorizações operacionais conforme as normas brasileiras.

  4. Pilotos qualificados: Operadores remotos BVLOS devem possuir qualificações adequadas, incluindo habilitação, certificação e (quando aplicável) certificados médicos aeronáuticos válidos.

  5. Solicitação de autorização de voo: Para cada missão BVLOS, o pedido de utilização do espaço aéreo deve ser feito via sistema SARPAS, coordenado com o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA).

Impacto para o setor de drones

A certificação do DJI Dock 2 e da série Matrice 3D pela ANAC estabelece um novo padrão regulatório no Brasil, reforçando a capacidade do país de conduzir certificações complexas e avançadas para sistemas de drones profissionais. Por ser um dos primeiros mercados a emitir esse tipo de aprovação para soluções completas de drone “em caixa” (drone-in-a-box), a decisão brasileira também pode influenciar outras autoridades regulatórias em todo o mundo, servindo como referência para a normalização de voos remotos automatizados em grande escala.

Além disso, a certificação reafirma que a tecnologia de drones — especialmente sistemas que realizam decolagens, pousos e carregamentos automatizados integrados a uma base fixa — já não é apenas um conceito futuro, mas uma realidade operacional com respaldo jurídico e regulatório robusto no Brasil.

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