Créditos: Reprodução/DALL-E
O primeiro iPhone dobrável da Apple ainda não tem data oficial de lançamento, mas já movimenta o mercado com uma série de rumores sobre preço.
A informação mais recente, originada de veículos sul-coreanos como o DealSite, aponta que a Apple estaria mirando um preço inicial de US$ 2.000 para o chamado iPhone Fold, valor significativamente abaixo do que outras fontes vinham projetando até agora.
O que dizem as fontes sobre o preço
A faixa de US$ 2.000 contrasta com estimativas anteriores que colocavam o iPhone Fold entre US$ 2.300 e US$ 2.400.
Dois analistas com histórico de acertos razoável apontavam para esse patamar mais alto: Arthur Liao, da Fubon Research, projetou em novembro de 2025 um preço de estreia de US$ 2.399.
Já o tipster Instant Digital, ativo no Weibo, indicou que a versão de 256 GB sairia por US$ 2.325… Valor que coincide, em grande parte, com o da análise anterior.
O relatório sul-coreano que trouxe a cifra de US$ 2.000 também reconhece que dobradiça e display respondem por uma parcela de custo equivalente à do processador, mas não leva em conta as tecnologias específicas que a Apple planeja adotar, o que enfraquece o argumento de que o preço mais baixo seria viável.
Tecnologias de display e dobradiça encarecem o produto
O iPhone Fold deve ser o aparelho com a construção mais sofisticada já lançada pela Apple em smartphones. A empresa planeja usar uma dobradiça em metal líquido, material com propriedades mecânicas superiores às ligas convencionais.
Para a tela, a aposta é no Ultra-thin Flexible Glass (UFG), vidro ultrafino flexível que reduz a marca de dobra, um dos maiores pontos críticos dos foldables atuais. Sobre a camada protetora do painel OLED, a Apple deve aplicar ainda um filtro de cor chamado COE (Color Filter on Encapsulation), que torna o display mais leve e eficiente energeticamente.
Cada um desses componentes carrega um custo de desenvolvimento e produção considerável, o que torna o preço de US$ 2.000 difícil de sustentar tecnicamente. A própria premissa do relatório sul-coreano apresenta essa contradição interna.
Divulgação/Samsung
Samsung em compasso de espera
Do outro lado da equação está a Samsung, que lança sua 8ª geração de foldables justamente no ano em que a Apple estreia na categoria.
A pressão é dupla: de um lado, a “chipflação” (escassez de memória que eleva o custo dos processadores) já forçou a empresa a aumentar os preços do Galaxy S26 no mercado local em até 209 mil wons.
Do outro, a entrada da Apple com um preço potencialmente competitivo coloca a Samsung numa encruzilhada entre congelar ou reajustar os preços dos próximos Galaxy Z Fold e Flip.
A saída que a Samsung vem explorando é a diversificação de fornecedores de dobradiça. A empresa já incorporou fabricantes chineses como a Huanli ao lado dos tradicionais parceiros coreanos, movimento que teria reduzido o custo de alguns componentes em 30% a 40%, segundo fontes do setor. A margem pode ser o que viabiliza um congelamento de preço no Galaxy Z Fold 7, mesmo com os custos de memória em alta.
Nobuaki Taguchi, presidente da divisão DX da Samsung, sinalizou em janeiro deste ano que a empresa segue negociando contratos de longo prazo com parceiros estratégicos e trabalhando na eficiência do hardware para absorver parte dos custos crescentes.
iPhone Fold ou iPhone Ultra?
Outro elemento que alimenta a especulação sobre o preço é o posicionamento de marca.
O jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, incluiu o iPhone Fold numa lista de produtos “Ultra” que a Apple prepara para os próximos meses.
Se o aparelho vier com esse rótulo, dificilmente chegará abaixo do patamar já ocupado pelo iPhone 17 Pro Max de 2 TB, que é vendido por cerca de US$ 2.000 nos Estados Unidos, o que empurraria o Fold inevitavelmente para cima dessa referência.
Leia também:
Quem define o mercado foldável a partir de 2026
A entrada da Apple no segmento de dobráveis é, independentemente do preço final, uma inflexão para toda a categoria. Por seis anos, a Samsung foi praticamente a única grande referência ocidental em foldables, com a linha Galaxy Z Fold acumulando gerações e refinamentos.
A chegada de um competidor com o peso de marca e a base de usuários da Apple não apenas aquece a disputa, mas tende a atrair novos consumidores para uma categoria que ainda engatinha em termos de volume global.
O preço de lançamento do iPhone Fold vai ditar não só o quanto a Apple lucra, mas o quanto a Samsung ainda pode cobrar por dobrar uma tela.
Fonte(s): DealSite



